
WASHI/Papel Japonês
PAPEL ESPECIAL DO JAPÃO, A ARTE QUE REFLETE O ESPÍRITO
E A ALMA DE SEU PRODUTOR.
Segundo registros existentes, o papel foi inventado na China por T’sai Lun no ano 105 d.C. Recentemente foram descobertos papéis entre restos arqueológicos do período Zen-Kan na China de cerca de 2100 anos atrás, tendo como matéria prima o linho.
Registram nas Crônicas do Japão escritas no século VII, que o método chinês de fabricação de papel foi levado pelo monge budista ao Japão em 610 d. C. Alguns anos depois, o príncipe regente SHOTOKU incentivou
o uso das fibras kozo e de cânhamo, já cultivadas para a manufatura
de tecidos, as quais resultariam em papéis mais resistentes.
As técnicas de fabricação de papel espalharam-se por todo o país, e seu processo original evoluiu para o método NAGASHIZUKI, que emprega a fibra longa do KOZO e o NERI substância viscosa extraída de um tubérculo.
O melhor WASHI era feito nos meses de inverno, quando a água gelada estava livre das impurezas que poderiam descolorir as fibras. Estas, com freqüência eram espalhadas sobre a neve branca para serem alvejadas.
Mas a produção limitada impossibilitava atender à crescente demanda.
Em meados do século XIX, a utilização do papel aumentou de tal forma que o WASHI foi sendo substituído pelo papel ocidental e os métodos artesanais deram lugar às máquinas. Atualmente o forte e flexível WASHI é utilizado para propósitos religiosos especiais, em artes, em brinquedos,
leques e peças de vestuário, para conservação de certos materiais
e na tradicional arquitetura.
De WA (japonês ou oriental) e SHI (papel). A palavra WASHI designa
o papel feito a partir da casca de três arbustos: KOZO, GAMPI e MITSUMATA. Mas no ocidente conhecem como “papel de arroz”.
KOZO – A casca do KOZO é a matéria-prima de aproximadamente 90%
dos papéis. Este arbusto é originário das montanhas desérticas de Shikoku
e das ilhas Kyushu. Chega atingir 5m de altura e seu caule mede até 10cm
de diâmetro.
GAMPI – Encontrado em áreas quentes, este arbusto atinge de 1m a 1,5m de altura. As fibras retiradas de sua casca têm sido utilizadas como matéria-prima do WASHI há muitos anos por sua alta qualidade. O papel obtido
é translúcido e de textura brilhante. Como não pode ser cultivado, é raro
e portanto mais caro.
MITSUMATA – Originário da China, chega a ter 1m a 1,5m de altura.
Comprovadamente, foi utilizado na fabricação de papéis por volta de 1614. As fibras são mais curtas e têm a qualidade de repelir insetos. Até hoje as técnicas tradicionais continuam sendo empregadas tanto na preparação da matéria-prima como na fabricação de papéis. Ao mesmo tempo, têm-se desenvolvido papéis industriais com quase a mesma qualidade dos artesanais, com a vantagem de serem menos caros e disponíveis em rolos.
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